Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro

01/04/2015 09:00

 

 

 Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro

 

 

 

 

   O Museu Nacional de Belas Artes é um dos mais importantes museus de arte do Brasil, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

   Apesar de o museu só ter sido criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937, e inaugurado em 19 de agosto de 1938, sua história remonta à chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, quando Dom João VI se fez acompanhar de um conjunto de obras de arte, algumas das quais permaneceram no país depois de seu retorno à Europa e figuram como o núcleo inicial da coleção.

   Alguns anos depois de sua chegada ao Brasil o rei fundou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que funcionou em um prédio construído pelo arquiteto Grandjean de Montigny, um integrante da Missão Artística Francesa e professor da escola, inaugurada em 1826 pelo imperador Dom Pedro I, ocasião em que a instituição passou a se chamar Academia Imperial de Belas Artes. Com o passar dos anos a Academia Imperial formou uma significativa pinacoteca constituída de trabalhos dos mestres e alunos da instituição.

 

 

 

 "Retrato de D. João VI", 1817 - Jean-Baptiste Debert

 

 

 "Mamão e Melancia", 1860 - Agostinho da Mota

 

 

 

 

 "A Batalha do Avaí", 1872-1877 - Pedro Américo

 

 

"O Derrubador Brasileiro", 1875 - José Ferraz de Almeida Júnior 

 

 

 

 

 "Batalha do Guararapes", 1879 - Victor Meirelles

 

 

 

 

   Com a Proclamação da República, a academia foi rebatizada como Escola Nacional de Belas Artes. Permaneceu no mesmo edifício até a construção de sua sede atual na Avenida Rio Branco, antiga Avenida Central. O autor do projeto foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, que tomou como modelo o Museu do Louvre, em Paris, mas durante a construção o desenho foi alterado, possivelmente por Rodolfo Bernardelli, então diretor da escola, e mais tarde Archimedes Memoria acrescentou outras mudanças. O resultado é uma construção eclética, com fachadas em diferentes estilos. A fachada principal na Avenida Rio Branco é inspirada na Renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da antigüidade, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli com retratos dos integrantes da Missão Francesa e outros artistas brasileiros. As laterais são mais simples, e fazem referência à Renascença italiana; possuem mosaicos parisienses com figuras de arquitetos, pintores e teóricos da arte, como Vasari, Vitrúvio e Da Vinci. A fachada posterior é um exemplo mais puro e austero do Neoclassicismo, com relevos ornamentais de Edward Cadwell Spruce. Na decoração interna foram usados materiais nobres como mármores e mosaicos, estuques, cristais, cerâmicas francesas e estatuária. O edifício foi tombado pelo IPHAN em 24 de maio de 1973.

 

 

 

 Interior do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro

 

 

 

 

   Finalizada a grande obra, e aberta ao público em 1908, procedeu-se à transferência das instalações da Escola Nacional para lá. O acervo da pinacoteca foi instalado no terceiro pavimento, a coleção de cópias de estatuária clássica usada para estudo encontrou espaços no segundo piso, os ateliers das aulas práticas e a administração da escola ficaram no quarto andar. Em 1931 a Escola Nacional foi incorporada à Universidade do Rio de Janeiro, encerrando sua história como instituição independente.

   Com a criação do Museu Nacional de Belas Artes em 1937, pelo ministro Gustavo Capanema, houve mudanças. A coleção da Escola Nacional passou a constituir o acervo do museu, e os ateliers e setores administrativos permaneceram no prédio, mas entre as décadas de 1950 e 1970 alguns cursos foram sendo transferidos para outros locais, enquanto a escola mudava novamente de nome, agora se chamando Escola de Belas Artes. Em 1975 as aulas que ainda funcionavam no prédio do museu foram transferidas para uma sede na Ilha do Fundão, projetada por Jorge Moreira em arquitetura moderna, onde continuam até hoje suas atividades. Na transferência, o acervo que antes era comum a ambas as instituições - museu e escola - foi dividido. A maior parte da coleção artística permaneceu no Museu Nacional, mas outra parte, principalmente de documentos e de obras de arte didáticas ou produzidas em atividades pedagógicas, e a Coleção Jeronymo Ferreira das Neves, doada à Escola de Belas Artes em 1947, seguiram com ela, passando a constituir o Museu Dom João VI. Com a saída definitiva da escola do prédio do museu os espaços abertos foram ocupados pela FUNARTE.

   Em meados dos anos 1990 a FUNARTE desocupou as alas onde funcionava e enfim o Museu Nacional pôde dispor integralmente de seu edifício. Hoje, plenamente recuperado e com equipamentos atualizados, o Museu Nacional de Belas Artes é o mais importante museu de arte brasileira do século XIX, um dos museus brasileiros mais afamados internacionalmente, e um dos maiores em seu gênero em toda a América do Sul. Possui mais de 6.733,84 m² de áreas de exposição, com 1.797,32 m² de reservas técnicas. Além dos espaços de exposição e setores administrativos, o museu possui um Departamento de Conservação e Restauração, com laboratórios para trabalhos de pintura e papel, as Reservas Técnicas e a Oficina de Molduras e Gesso. Sua Biblioteca é especializada em artes plásticas dos séculos XIX e XX, reunindo obras raras e coleções de periódicos, monografias e catálogos de exposições, além de documentos e fotografias que registram a história da instituição desde a Academia Imperial de Belas Artes, incluindo acervos pessoais de alguns artistas. Também organiza projetos a fim de implementar ações educacionais voltadas para o público em geral e, em especial, para professores, no sentido de proporcionar maior divulgação e entendimento do patrimônio cultural brasileiro em exposição permanente e temporária.

 

 

 

 "Iracema", 1881 - José Maria de Medeiros

 
 
 
 

 "O Último Tamoio", 1883 - Rodolfo Amoedo

 
 
 

"Gioventú", 1898 - Eliseu D'Angelo Visconti 

 

 

 

 

   O acervo do museu teve início com o conjunto de obras de arte trazidas por Dom João VI, em 1808, e foi sendo ampliado ao longo do século XIX e início do século XX com a incorporação do acervo da Escola Nacional e outras aquisições, e hoje conta hoje com cerca de 15.000 peças, entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras de artistas brasileiros e estrangeiros, além de uma coleção de arte decorativa, mobiliário, arte popular e um conjunto de arte africana.

 

 

 

 "Dia de Verão", 1926 - Georgina de Albuquerque

 
 
 

"Ciganos", 1940 - Di Cavalcanti 

 

 

 

 

 

Fonte: www.wikipedia.org                                                                                

TV Brasil. Conhecendo Museus, Ep. 42: Museu Nacional de Belas Artes, 2012.


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